sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PNAD - Glossário e conceitos

A

Agregado:
Pessoa que não é parente da pessoa de referência na unidade domiciliar ou do seu cônjuge e não paga hospedagem nem alimentação na unidade domiciliar.

Apartamento:
Domicílio localizado em: edificação de um ou mais pavimentos, com mais de um domicílio particular permanente, que tenha espaços comuns a mais de uma moradia (vestíbulo, escada, corredor, portaria e outras dependências); edificação com dois ou mais pavimentos com mais de um domicílio particular permanente e entradas independentes para os andares; ou edificação com mais de três pavimentos onde as demais unidades sejam não-residenciais.

C

Casa:
Domicílio que: ocupe totalmente uma ou mais edificações de um ou mais pavimentos; ou ocupe parte de uma edificação de um pavimento que não tenha espaços comuns (vestíbulo, escada, corredor, portaria e outras dependências) a outro(s) domicílio(s) particular(es) permanente(s) localizado(s) no mesmo prédio.
Considera-se, também, como casa, o domicílio localizado em prédio assobradado ou de, no máximo, três pavimentos, onde haja outras unidades que não sejam domicílios particulares permanentes. Por exemplo, o prédio que tenha uma padaria no primeiro pavimento e um domicílio particular permanente no segundo pavimento, ou um prédio pavimento e um domicílio particular permanente no segundo pavimento, ou um prédio com três andares que tenha lojas no primeiro e segundo pavimentos e um domicílio particular permanente no terceiro pavimento;

Coletivo:
Unidade de habitação em domicílio coletivo.

Cômodo:
Domicílio localizado em um ou mais cômodos, de uma casa de cômodos, cortiço, cabeça-de-porco etc.

Cônjuge:
Pessoa que vive conjugalmente com a pessoa de referência na unidade domiciliar, existindo, ou não, o vínculo matrimonial;

D

Dependência doméstica:
Relação estabelecida entre a pessoa de referência e os empregados domésticos e agregados da família.

Domicílio:
É o local que se destina a servir de habitação a uma ou mais pessoas, ou que esteja sendo utilizado como tal.

Domicílio Coletivo:
Moradia onde prevalece o cumprimento de normas administrativas.

Domicílio Particular:
Moradia onde o relacionamento é ditado por laços de parentesco, de dependência doméstica ou por normas de convivência.

Domicílio Particular improvisado:
Domicílio particular localizado em unidade que não tenha dependência destinada exclusivamente à moradia, como, por exemplo, a situada em loja, sala comercial etc. Também é improvisado o domicílio particular localizado em prédio em construção, embarcação, carroça, vagão, tenda, barraca, gruta etc.

Domicílio Particular permanente:
Domicílio particular localizado em unidade que se destina a servir de moradia, ou seja, em casa, apartamento ou cômodo, independentemente do material utilizado em sua construção, como, por exemplo, uma casa construída utilizando a estrutura de um viaduto como cobertura e empregando madeira aproveitada de embalagens nas paredes externas, será classificada como domicílio particular permanente, uma vez que se destina à moradia.

E

Empregado doméstico:
Pessoa que presta serviços domésticos remunerados em dinheiro ou somente em benefícios, a membro(s) da unidade domiciliar.

F

Família:
O conjunto de pessoas ligadas por laços de parentesco, dependência doméstica ou normas de convivência, que more na mesma unidade domiciliar ou pessoa que more só em uma unidade domiciliar.

Famílias conviventes:
Famílias de, no mínimo, duas pessoas cada uma, que residam na mesma unidade domiciliar.

M

Morador:
Pessoa que tem a unidade domiciliar (domicílio particular ou unidade de habitação em domicílio coletivo) como local de residência habitual, na data da entrevista.

N

Normas de convivência:
Regras estabelecidas para o convívio de pessoas que morem juntas, sem estarem ligadas por laços de parentesco ou dependência doméstica.

O

Ocupação:
É o cargo, função, profissão ou ofício que a pessoa exercia.

Outro parente:
Pessoa que tiver qualquer grau de parentesco com a pessoa de referência na unidade domiciliar ou com o seu cônjuge, exclusive aqueles relacionados anteriormente.

P

Parente do empregado doméstico:
Pessoa que é parente do empregado doméstico e não presta serviços domésticos remunerados a membro(s) da família.

Pensionista:
Pessoa que não é parente da pessoa de referência na unidade domiciliar nem do seu cônjuge e paga pela sua hospedagem e/ou alimentação na unidade domiciliar.

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD:
De caráter amostral obtém informações anuais sobre características demográficas e socioeconômicas da população, como sexo, idade, educação, trabalho e rendimento, e características dos domicílios, e, com periodicidade variável, informações sobre migração, fecundidade, nupcialidade, entre outras. Temas específicos abrangendo aspectos demográficos, sociais e econômicos também são investigados.

Pessoa de referência:
Pessoa responsável pela unidade domiciliar ou que assim for considerada pelos demais moradores.

Pessoas desocupadas:
São classificadas como desocupadas as pessoas sem trabalho que tomaram alguma providência efetiva de procura de trabalho no período de referência especificado (semana de referência ou período de referência de 365 dias).

Pessoas economicamente ativas:
São classificadas como pessoas economicamente ativas, as pessoas que no período de referência especificado (semana de referência ou período de referência de 365 dias) eram consideradas como pessoas ocupadas ou desocupadas nesse período.

Pessoas não economicamente ativas:
São classificadas como pessoas não economicamente ativas no período de referência especificado (semana de referência ou período de referência de 365 dias) as pessoas que não foram classificadas como ocupadas nem desocupadas nesse período.

Pessoas ocupadas:
São classificadas como ocupadas no período de referência especificado (semana de referência ou período de referência de 365 dias) as pessoas que tinham trabalho durante todo ou parte desse período. Considera-se, ainda como ocupadas as pessoas que não exerceram o trabalho remunerado que tinham no período especificado por motivo de férias, licenças, greve etc.

T

Trabalho:
Ocupação remunerada em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc.) na produção de bens ou serviços; ocupação remunerada em dinheiro ou benefícios (moradia, alimentação, roupas etc.) no serviço doméstico; ocupação sem remuneração na produção de bens e serviços, desenvolvida durante pelo menos uma hora na semana; e ocupação desenvolvida, durante pelo menos uma hora na semana.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

IBGE - Última PNAD Anual e fim da PME

IBGE confirma última Pnad em 2014 e afirma: 'greve não influenciou'

Divulgação ocorrerá em 2015; Pnad Contínua irá substitui Pnad e PME.
Presidente explicou que realização será necessária para que se conclua ciclo.

A presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, confirmou a realização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) em 2014 – com divulgação em 2015 -  e afirmou que a greve dos servidores que durou 77 dias não influenciou decisão. O órgão havia declarado que a divulgação da Pnad 2013 - que ocorreu na manhã desta quinta-feira (19) - seria a última.

“Não, a greve não teve nenhuma influência nessa decisão. O IBGE procura fazer as suas decisões o mais técnico possível. Nós temos uma interlocução muito próxima dos nossos usuários e o que nós ouvimos o tempo todo é que nós teríamos que fazer uma Pnad esse ano para encerrar esse ciclo de gestão do Governo Federal”, afirmou Wasmália durante a divulgação da Pnad 2013.
Em abril, o instituto decidiu suspender até janeiro de 2015 a divulgação dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), lançada para substituir a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), através de uma metodologia mais abrangente. No entanto, voltou atrás em maio.

À época, por causa da suspensão da divulgação, a diretora de Pesquisa IBGE, Marcia Quintslr, pediu exoneração do cargo. Marcia comandava uma das 4 diretorias do IBGE, que em conjunto com 3 coordenadores compõem o conselho diretor do instituto, e discordou da decisão.Técnicos do instituto também protestaram contra a suspensão, e propuseram entrar em greve.
Wasmália explicou que a realização da Pnad em 2014 será necessária para “que se possa ter uma análise completa”. “Se não, ela ficaria incompleta porque entraria outra pesquisa que não tem uma comparatividade com o passado. Iniciando novo ciclo de gestão, só sim pode começar com novos indicadores, que é a Pnad Contínua, que vai substituir a Pnad”, completou.

Pnad, PME e greve

No começo de setembro, Wasmália havia declarado que a Pesquisa Mensal de Emprego e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) não seriam interrompidas enquanto a “Pnad Contínua - que consolida as duas pesquisas - não estiver produzindo o seu indicador equivalente”. Na ocasião, o IBGE acrescentou, no entanto, que em seus planos estava previsto que a última divulgação da Pnad aconteceria em setembro de 2014.
"No Rio Grande do Norte, Amapá, Paraíba, temos alguns estados que a produção praticamente parou [por causa da greve]. A equipe do Rio de Janeiro também parou no período da greve. A PME não vai ser interrompida. No nosso projeto, a Pnad prevista para setembro será a última. Mas com a garantia que será cancelada”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/09/ibge-confirma-ultima-pnad-em-2014-e-afirma-greve-nao-influenciou.html

domingo, 19 de outubro de 2014

PNAD - Fração global de amostragem

A partir de 2001, a PNAD adotou as seguintes frações de amostragem para as Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas, sendo que a partir de 2004, com a investigação da área rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá
foram definidas frações de amostragem específicas para a área rural dessas Unidades da Federação:

• 1/50 – Roraima (área rural);
• 1/80 – Acre (área rural) e Amapá (área rural);
• 1/150 – Acre (área urbana), Roraima (área urbana), Rondônia (área rural) e Região Metropolitana de Belém;
• 1/200 – Rondônia (área urbana), Amazonas (área rural), Amapá (área urbana), Tocantins, Distrito Federal e Regiões Metropolitanas de Fortaleza, Recife, Salvador e Porto Alegre;
• 1/250 – Amazonas (área urbana) e Pará (área rural);
• 1/300 – Sergipe, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás;
• 1/350 – Pará (área urbana), Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte e Curitiba;
• 1/400 – Rio de Janeiro;
• 1/450 – Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Bahia e Espírito Santo;
• 1/500 – Piauí, Ceará, Pernambuco;
• 1/ 550 – Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Região Metropolitana do Rio de Janeiro;
• 1/750 – Maranhão; e
• 1/800 – São Paulo e Região Metropolitana de São Paulo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

IBGE - Escola Virtual


Serve para o treinamento e capacitação de nós APMs entrevistadores para compreender e ter uma noção dos conceitos que envolvem a pesquisa, como domicílios e tipos, pessoa moradora, família, os quesitos da PNAD... e o próprio IBGE. Primeiro tem um treinamento em EAD e depois o presencial durante 5 dias.

Objetivos do Módulo 1 do curso com a figura do PDA MIO tijolão 2007

 Certa resposta! Palmas do auditório! Agora, pergunta valendo meio milhão de reais!

Errei isso? Que burro! Dá zero pra mim! Que pena! Ganhei apenas R$ 200 mil!

Na PME eu não tive esse tipo de treinamento virtual. Somente o presencial.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

IBGE - Retorno

Bom, no meu retorno ao IBGE ficamos apenas de bate-papo com chefes e colegas nos 3 primeiros dias sem nada de atividades relacionadas a pesquisa. Um colega ficou estudando, eu e outra colega ficamos lendo livro e outros 2 colegas ficaram na internet em laptops.

Mas logo vai chegar material para estudar e treinamento em EAD. Semana que vem, o treinamento presencial no CFC Canoas, no mesmo prédio da Agência juntando o pessoal daqui, mais de São Leopoldo e Novo Hamburgo.
E depois, a correria da PNAD anual em mais de 100 setores no total. 


A agência do IBGE e o treinamento é nesse prédio, no grande Hotel CFC!

sábado, 11 de outubro de 2014

IBGE - Seminário sobre carreiras

Seminário sobre Carreira/Salários reuniu representantes de 21 Núcleos

O Seminário sobre Carreira/Salários, realizado no Auditório da ASSIBGE-SN, no Rio, encerrou-se no final da tarde de 9 de outubro. Na ocasião, foram passadas informações sobre a reunião de Brasília entre Sindicato e Secretaria-Geral da Presidência da República, e sobre o Fórum dos Servidores. Participaram do evento representantes de 21 Núcleos Sindicais de todo o país.

No primeiro dia, pela manhã, houve debate sobre a crise institucional no IBGE e suas consequências. À tarde foram feitas explanações sobre a atual Carreira do IBGE, a remuneração por subsidio (prós e contras) e os distintos modelos de carreira adotados por órgãos do chamado Ciclo de Gestão, entre eles o Ipea, a CVM e o Banco Central, com suas semelhanças e diferenças.

No segundo dia houve discussão sobre a melhor forma de realizar o debate sobre Carreira junto à categoria. Na parte da tarde foi aprovada uma série de propostas para uniformizar os debates na base. Um relatório mais detalhado sobre o Seminário será enviado para os Núcleos e disponibilizado aqui no Portal da ASSIBGE-SN. O objetivo é envolver o maior número possível de trabalhadores na discussão, com vistas à Reunião da Direção Nacional, em novembro.

Bom, falta fazer um seminário sobre a situação dos temporários! Sabe-se lá quando.

Assembleia dia 24/10 em SP:

Deliberações da Assembleia:
- Solicitar reunião com o Chefe da UE-SP, para tratar da reposição dos trabalhos;
- Realizar debate sobre a carreira e subsídio;
- Estimular articulação com os outros núcleos;
- Fazer uma carta apontando descontentamento com os encaminhamentos da Executiva Nacional;
- Montar Comissão de Temporários, para discutir questões sobre este segmento da categoria;
- Fazer botom pela readmissão dos temporários;
- Elaborar nota de repúdio às declarações dos representantes indicados da Direção do IBGE na reunião do GT sobre trabalho temporário
- Comissão de Festa de fim de ano: Maria Elioteria Cruz, Vítor Joanni, Deisoka de Paula, Marcelo Nunes Pacheco, Kathleen, Wellington Carvalho;

- Aprovados os encaminhamentos do V Encontro Estadual:
- > Aprofundar debate sobre a tese: “Meia igualdade não unifica a nossa classe! Trabalho igual, salário igual, direito igual!” de Thiago Cantarelli, promovendo reuniões para discutir a reivindicação de igualdade de direitos entre efetivos e temporários;
- > Buscar experiências de efetivação em outras categorias;
- > Fazer panfleteio direcionado à população, denunciando a precarização do IBGE e as demissões;
- > Tratar da questão da precarização como prioridade na luta sindical
- > Fortalecer o combate ao assédio moral, desestimulando o uso da avaliação de desempenho e combatendo a visão patronal que existe entre efetivos em relação aos temporários;
- > Aproximar os servidores temporários do sindicato: campanha de filiação, estímulo à participação das instâncias deliberativas do sindicato, local e nacionalmente;
- > Priorizar a campanha de readmissão dos servidores demitidos;
- > Reforçar a comunicação via facebook, boletins, outros meios;
- > Retirar da pauta de reivindicações qualquer ganho salarial que não seja para os temporários;
- > Atualizar informações sobre o andamento dos processos de readmissão diretamente com os Núcleos onde tem demitidos;
- > Criar representações sindicais regionais, para minimizar o problema de distância das agências em relação à capital.

Data do debate sobre carreira e subsídio: 17/10/2014

Próxima assembleia: 24/10/2014

Enfim, retornei oficialmente ao IBGE dia 10/01/2014 assinando o contrato e já estudando um pouco o questionário que iremos aplicar em breve.

O futuro a Deus pertence mesmo:
http://madrugaibge.blogspot.com.br/2012/06/tchau-ibgeate-um-dia.html

terça-feira, 7 de outubro de 2014

PNAD Anual - O que é?

Bom, como eu farei a PNAD Anual desta vez, vou dizer do que se trata:



A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD investiga anualmente, de forma permanente, características gerais da população, de educação, trabalho, rendimento e habitação e outras, com periodicidade variável, de acordo com as necessidades de informação para o País, como as características sobre migração, fecundidade, nupcialidade, saúde, segurança alimentar, entre outros temas. O levantamento dessas estatísticas constitui, ao longo dos 46 anos de realização da pesquisa, um importante instrumento para formulação, validação e avaliação de políticas orientadas para o desenvolvimento socioeconômico e a melhoria das condições de vida no Brasil.

Cidades abrangidas: Canoas, Esteio, Cachoeirinha e Gravataí
N° de setores: 104

sábado, 4 de outubro de 2014

ASSIBGE Paraná - Manifesto a respeito da PNADC

1. Introdução

A coleta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNADC) acabou de completar seu primeiro aniversário no interior dos estados (em 04/2013), mas infelizmente temos visto poucas mudanças que busquem melhorar as condições de coleta em campo. Ao mesmo tempo, percebemos um adiamento do início da divulgação das informações, o que nos faz lembrar o “fantasma” do Censo Agropecuário 2006.
Não é difícil imaginar que isso se dê por problemas na consolidação dos dados, por prováveis conflitos no cruzamento da quantidade com a qualidade das informações. Ainda assim, o gerenciamento da PNADC prefere focalizar suas ações nos aspectos quantitativos, relegando a um futuro indefinido a preocupação com os aspectos qualitativos. Surge então uma lógica sem qualquer sentido aparente: a solução para um problema qualitativo passa a ser aumentar o quantitativo!
Sabemos que a coleta da amostra definida pela metodologia da pesquisa é condição primária para se determinar a qualidade de um conjunto de informações. Sendo condição básica, no entanto, não é condição suficiente. O problema se agrava quando, diante de um problema nos índices de coleta, a decisão gerencial é de simplesmente aumentar a meta de coleta a 90%, sem levar em consideração a busca pelas causas do problema. Corre-se então o risco de pensar a rede de coleta a partir de ideias pressupostas, de presunções de gabinete em detrimento de sua realidade.
Diante de algumas preocupações decorrentes do enfrentamento do dia-a-dia de quem está no campo, terreno que, ao que parece, é desconhecido aos que projetam a pesquisa, segue o presente manifesto.

2. Aspectos Administrativos

É curioso que uma pesquisa que demandou anos de custoso planejamento, ao ser implementada, traga  métodos gerenciais em desuso para coleta dos dados. A recente determinação de que a coleta deva ter um aproveitamento mínimo de 90% parece não levar muito em conta a realidade de campo.

2.1 Dificuldade em obter as entrevistas

As transformações no “mundo do trabalho” afetam intensamente a vida familiar. O crescimento do número de pessoas das famílias que “trabalham fora”, a ampliação do “tempo de trabalho” em comparação com o “tempo livre”, o aumento do tempo gasto em deslocamento de casa ao trabalho são condições que, principalmente em centros urbanos, impactam sobremaneira a realização de pesquisas domiciliares.
É um contexto em que as entrevistas presenciais, condição imprescindível para a adequada realização dos trabalhos da pesquisa, enfrentam obstáculos crescentes e duros de serem superados. A dificuldade em encontrar os moradores e, mesmo após o dispêndio de tempo e esforço, a eventual indisposição do informante em conceder a entrevista limitam o trabalho do agente de coleta.
Naturalmente, é uma situação cuja gravidade é, em geral, mais acentuada quanto mais urbanizado e maior for o tamanho do município a receber a coleta. Nos setores rurais, por outro lado, encontra-se uma dificuldade especial: a falta de veículos adequados para acesso ao local da entrevista.
Em dias chuvosos, entrevistas são adiadas. Se os céus não colaboram, os prazos são levados pela água. Faltam veículos adequados e precisa-se de uma melhor utilização dos que já existem. Enquanto carros leves atolam na lama, há caminhonetes 4x4 sendo utilizadas para transporte de autoridades ou estragando por falta de uso.
Não se trata de defender meio diverso para realização das pesquisas, que não sejam as entrevistas presenciais, trata-se sim de reclamar por melhores condições para alcançá-las.

2.2 Metodologia da pesquisa

Por conta da metodologia da pesquisa, um mesmo domicílio é visitado cinco vezes. Aos moradores, questiona-se tanto aqueles quesitos passíveis de alterações – como os relacionados ao trabalho e rendimento –, como os que não mudam, como cor, raça e escolaridade. Não se trata de questionar a metodologia, mas de chamar a atenção para as implicações práticas que ela pode ter no desenvolvimento da coleta. É preciso identificar as dificuldades e então saná-las.
Há casos em que, após as 5 entrevistas e feita a atualização da listagem, o mesmo domicilio acaba novamente selecionado para mais uma rodada de 5 entrevistas. São situações em que "pedir desculpas ao informante e continuar a entrevista normalmente" (sic) não funciona.
Antes, o aproveitamento da coleta sofrivelmente atingia os 80%. Ao que consta, não era suficiente. Daí que, talvez com vistas à divulgação e para poder tornar útil os dados da PNADC coletados, uma solução é encontrada: exigir aproveitamento de 90%!
É aqui onde a matemática atravessa o campo prático da qualidade e tenta-se resolver por medidas de gestão um conjunto de problemas que ultrapassa o raio de ação das soluções quantitativas. O bom pesquisador de campo não ignora que, no mais das vezes, se o informante é forçado a dar informação, o fará de má vontade e a qualidade da informação tende a diminuir.
Uma grande amostra e percentuais obrigatoriamente próximos a 100% fará com que a linha entre qualidade boa e ruim de uma informação tenda a ficar cada vez mais tênue.
Da experiência prática resulta a constatação de que os resultados solicitados, na conjuntura que vivemos, são impraticáveis. Na coleta de fevereiro, apenas Minas Gerais e Paraná atingiram, por pouco, os 90% de aproveitamento exigidos, sendo que alguns estados nem mesmo conseguiram sair da casa dos 70%, ficando o aproveitamento em 84% para o Brasil.
É de se pontuar ainda que, no afã de alcançar a meta, o sistema ficou aberto, permitindo a realização e transmissão das entrevistas por bem mais tempo do que o previsto pelo cronograma da pesquisa, o que desrespeita a metodologia e prejudica a qualidade dos dados.
No mês de março se trilhou o mesmo caminho, com aproveitamento inferior aos 80%. A pergunta que fica é: se a meta de 90% é essencial para garantir níveis seguros de qualidade da informação, de que adianta que apenas uma ou duas unidades da federação a atinjam? Podemos lançar mão de uma analogia didática: quando em uma avaliação, em sala de aula, a grande maioria dos alunos não atinge a nota mínima, o problema pode estar na pedagogia aplicada pelo professor e não exatamente nos alunos.
Sabemos que a qualidade almejada pela pesquisa em cobrir as alterações sazonais de importante variáveis sócio-demográficas exige este esforço. No mais das vezes, o difícil está em convencer os moradores com estes argumentos, especialmente nos centros urbanos mais densamente povoados.
É preciso então diagnosticar as causas das dificuldades, e combater a patologia, ao invés de seu sintoma.

2.3 Trabalho de conscientização do informante

Para vencer a indisposição do informante em dar uma entrevista ao IBGE, medidas necessárias são informar e conscientizar. Eliminar os receios por esta via certamente é a melhor forma de produzir um ambiente agradável, que culminará na prestação de informações mais precisas.
Ocorre que os esforços nesse sentido são insuficientes. Os cartazes enviados às unidades estaduais não informam nem mesmo o essencial. Os folhetos destinados aos informantes mal trazem o nome da pesquisa, e estes documentos pressupõem coisas sabidas pelo seu público alvo.
É preciso que deixemos de lado o idealismo e reconheçamos que é uma realidade a existência de muitas pessoas que não sabem o que é o IBGE ou que o identificam apenas como órgão do recenseamento.  Há ainda a legislação determinando a obrigação legal de prestação de informações ao IBGE, e, na ausência de um trabalho amplo de conscientização, não são poucas vezes que é necessário recorrer a ela para alcançar a colaboração do informante. Mas se a recusa persiste e o IBGE não leva a cabo a aplicação das sanções previstas, as ditas notificações gozam de cada vez menos credibilidade.
Identifica-se assim a necessidade de sensibilizar o informante. Se o recurso à mídia falada é dispendioso e complexo, que se lance mão de cartazes inteligíveis, a serem colados em escolas, ônibus e seus terminais, locais de ampla circulação de pessoas nos setores selecionados. Seria importante um investimento maior na impressão e distribuição de informativos aptos a colocar o morador a par da importância da pesquisa.

2.4 Trabalhadores temporários, pressão, trabalho noturno e aos finais de semana

Mesmo considerando a diversidade regional no emprego dos recursos humanos para a coleta da PNADC no Brasil, é sabido que a maior parte dela acaba recaindo sobre os trabalhadores temporários, ligados à instituição por um fio bastante tênue, consubstanciado em um contrato de trabalho precarizado, que não lhes dá qualquer garantia.
Pois são justamente estes trabalhadores que são cobrados por mais empenho na coleta, o que se traduz na exigência de que trabalhem fora do horário normal do expediente e aos finais de semana. É claro que os trabalhadores efetivos sempre executaram e continuam executando a coleta fora do horário de expediente, mas há que se levar em consideração a diferença entre seu contrato de trabalho e as condições precárias do trabalhador temporário.
Trata-se de uma situação altamente incômoda, que, infelizmente, segundo informações da última reunião da direção do IBGE com os chefes de UEs, tende a se aprofundar. Recorde-se que os editais que recrutam estes agentes não fazem menção a estas condições, e não se fala em explicitá-las.
Não há também menção a qualquer política de gestão para o trabalho noturno, que na prática tem se tornado quase obrigatório. Assim, a informalidade que recobre as relações entre trabalhadores efetivos e trabalhadores temporários no gerenciamento e realização da coleta da PNADC acaba amplificando o caráter precário destes últimos, ao mesmo tempo em que põe em risco de responsabilidade os primeiros.
Ademais, não é possível estimar o grau de tolerância destes agentes com tais condições de trabalho. Recorde-se que a pesquisa é contínua e que esta azafama que tem levado a maioria dos entrevistadores a trabalharem além do horário normal e nos finais de semana não é condição excepcional. Daí que, com o humor envenenado ainda pela impossibilidade de perceberem a indenização de campo, muitos destes agentes estão no limite da desmotivação. Procurar um emprego na iniciativa privada com as garantias trabalhistas mínimas tem sido cogitação de muitos. A rotatividade destes trabalhadores somada às dificuldades de treinamento são de conseqüências deletérias para a coleta da PNADC.

2.5 Codificação

As dificuldades resultantes do trabalho temporário são conhecidas de todos. Trabalhando com conceitos complexos, não raro se afastam da instituição antes de os dominarem. Outras vezes, afastam-se logo depois. Não é um problema para o qual a simples ampliação do prazo do contrato seja solução efetiva.
Quanto ao aspecto da codificação, há diversas situações distintas. Mas o maior problema até então percebido tem sido a ausência de treinamento. No mais das vezes, não se vai muito além de pedir para o trabalhador ler o manual.
A falta de conhecimento dos conceitos, das ocupações, das atividades e dos segmentos econômicos pode levar a um resultado temerário na codificação, comprometendo um árduo trabalho de coleta. Afinal de contas, o que está jogo é a estrutura sócio-ocupacional da sociedade brasileira.

3. Sistema de coleta

Não bastasse a dificuldade em obter a colaboração do informante, outras incontáveis envolvem os dispositivos de coleta. Quanto ao hardware, o smartphone adaptado da LG evolvido por uma capa protetora de borracha azul, apresenta problemas já conhecidos por todos aqueles que precisaram operá-lo.
Entre os mais embaraçosos, está o sempre eminente travamento, que, diante de um informante cada vez mais impaciente, faz das úlceras nervosas uma realidade no estômago de qualquer agente de coleta. Entre as conclusões mais óbvias reside uma até então não desmentida, de que a capa protetora foi desenvolvida sem levar em conta o superaquecimento.
A respeito deste problema, soluções místicas já foram encaminhadas, no passado, pelo setor de informática. Entre elas está a simpatia de desligar o PDA, que deve estar com carga completa, por um ou dois minutos antes de sair para campo.
Não travando o dispositivo, outros percalços dificultam o trabalho do entrevistador, dentre eles, a tela pequena do celular, difícil de trabalhar na sombra e impossível sob o sol. Em setores onde a entrevista é feita à beira de portões, o agente de coleta tem que se desdobrar em tratar com o informante e criar sombra para o celular.
Estes obstáculos, somados a outros, são um convite aos métodos alternativos de coleta, como o uso de papel, o e-mail ou outros, em prejuízo aos métodos estabelecidos. Quanto ao software, as versões dos sistemas PNADC aparentemente são homologadas antes de serem lançadas para toda a rede, mas ou a "rede homologadora” não observa problemas nessas versões de testes, ou não tem poder suficiente para sugerir as mudanças necessárias para um funcionamento que seja minimamente aceitável.
Incrivelmente, não existe um local específico para feedback, onde toda a rede de coleta possa postar críticas e sugestões de mudança no sistema. Um campo para isso poderia estar disponível no SIGPC ou SIGC.
O próprio sistema de codificação, SISCOD, além de não abarcar todas as ocupações encontradas em campo, não traz opção onde o codificador possa adicionar a nova ocupação não encontrada ou um local por meio do qual ela possa ser enviada para que o desenvolvedor do sistema possa incluí-la. Todas essas funcionalidades (e muitas outras) foram sugeridas em setembro de 2011, no treinamento descentralizado da PNADC no RJ, mas até hoje não foram aplicadas.

4. Aspectos técnicos

O programa da PNAD anual tinha conseguido, após 5 anos, atingir um grau de estabilidade aceitável, sem contar a navegabilidade agradável e um layout funcional. Era possível, numa necessidade de se conferir um questionário, navegar pelos quesitos com uma velocidade bastante aceitável.
Era então de se esperar que a PNADC, por ocasião de seu lançamento, usasse um programa similar ao da PNAD anual, com as adaptações necessárias. Mas não foi isso que ocorreu. O sistema PNADC-PDA está entre os mais arcaicos dos aplicativos do IBGE. Tem uma interface hostil ao usuário e totalmente desestimulante.
O avanço entre os quesitos, mesmo durante a entrevista, é extremamente lento, demorando em média 3 segundos de um quesito ao outro, quando dentro do questionário (na PNAD normal esse tempo girava em torno de 1segundo). Na lista de moradores, ao se selecionar um morador e solicitar o início da entrevista, a demora chega a 12 segundos (isso com a carga da bateria acima de 70%).
Na tela do cadastro dos moradores, quando da primeira entrevista, são 8 segundos o tempo de demora, quando se termina o cadastro de um morador (quesito sobre cor e raça) até o programa direcionar novamente para a lista de moradores.
Alguns segundos parecem poucos diante da tela de um computador, mas são uma eternidade diante de um informante que foi tirado do conforto de seu lar às oito horas da noite para responder as mesmas perguntas pela quinta vez!
A partir da segunda entrevista, se houver necessidade de alterar a lista de moradores da entrevista anterior, a coisa descamba para o amadorismo: simplesmente não é possível incluir mais moradores, sem o uso de "gambiarras" (que cada entrevistador descobriu a seu modo). Sem contar que, a partir da segunda entrevista, apesar do sistema trazer a lista de moradores da entrevista anterior, ele não avança se o morador não for questionado novamente qual é a cor da pele/raça, de onde nascem críticas e piadas por parte dos informantes, como um que indagou, dizendo achar cômico " uma instituição conceituada como essa perguntar a mim se eu mudei de cor em 3 meses".
Ainda em relação às visitas que seguem após a primeira entrevista, se o entrevistador muda o status da entrevista (que vem por padrão " realizada") para fechada, por exemplo, para lançamento das observações da visita sem êxito ao domicílio (ou outra observação qualquer), o sistema apaga todas as informações da lista de moradores.
Caso o entrevistador, em outra tentativa, encontre o morador e mude novamente o status, terá que ser feita novamente a inclusão de todos os moradores e suas características, um a um.
O sistema até tem uma opção, na hora de inclusão, que pergunta se a pessoa que deseja incluir está na lista (ele apresenta a lista de moradores que foi apagada), mas inexplicavelmente, se optarmos por aproveitar alguém daquela lista, ele não conclui a inclusão e o “remendo” acaba ficando mais demorado do que uma inclusão totalmente “nova”. Não nos parece haver sentido em apagar as informações da lista quando se muda o status da entrevista.
Dentro do questionário, quando se termina as informações de cada morador, o sistema volta para lista de moradores. Ao fecharmos a lista de moradores, o sistema incrivelmente abre a parte de renda, dando a impressão que ela foi esquecida: "opa, esquecemos a parte da renda do domicílio, vamos incluí-la aqui". Mais adequado seria abri-la automaticamente quando as informações do ultimo morador fossem preenchidas ou, como na PNAD anual em relação aos benefícios sociais, que obrigasse a abertura deste campo automaticamente logo após a lista de moradores.
Não há razão para o layout totalmente hostil aos usuários. Botões de avançar tão pequenos, que comumente é preciso aplicar o comando várias vezes. Mais uma vez, a experiência da PNAD anual poderia ser aproveitada, onde se apresentava uma interface mais agradável e funcional.

Apontamentos finais

Não se pretende aqui depositar a culpa por todas as mazelas da pesquisa sob aqueles que a projetam. Antes, pede-se que sejam adotados mecanismos onde aqueles que estão na linha de frente dos trabalhos possam contribuir para correção de problemas e dificuldades, muitas vezes estranhas a quem está distante da realidade de campo. É preciso superar a mentalidade de que no IBGE há, de um lado, “trabalho intelectual”, e do outro, “trabalho manual”.
Contudo, é sabido que, mesmo este problema de comunicação, não é mais do que o resultado da forma como é composta a diretoria deste órgão, uma questão política que se reproduz em nossa cultura institucional, exacerbadamente personalista, onde críticas são tidas como pessoais. Se elas são feitas pela boca de alguns, são imediatamente rechaçadas e, em seguida, lançadas para debaixo do tapete.
É preciso termos sempre presente que a rede de coleta não é um conjunto de autômatos, mas se constitui de homens e mulheres, que vivem e pensam e que, por isso, têm condições de oferecer contribuições, ideias, críticas e sugestões para as instâncias de hierarquia superior no organograma da instituição.
Em desencontro aos valores democráticos que deveriam permear todos os cantos da administração pública, percebemos no IBGE uma grave infiltração de idéias retrógradas, caras à ditadura militar e que são tóxicas ao interesse público. Chefias de UE ́s que se perpetuam por décadas, personalizam os cargos de uma forma que, por temerária, já era combatida por Montesquieu no século XVIII.
São equívocos baseados em uma concepção privatizante em que, no fim, o barato sai caro. Então, se aprofunda a política de precarização, que, se já era nociva quando se resumia a ocupação das funções de coleta, passa a ter efeitos sulfúricos quando atingem o planejamento.
Se não é dado aos analistas do quadro conhecerem a realidade das agências de coleta, mais ainda afastados delas estão os consultores temporários. Não podemos fazer tábula rasa do grave problema estrutural presente: a cisão funcional provocada nos quadros técnicos e administrativos pela política de recursos humanos do governo federal, que privilegia e aprofunda a precarização do órgão pela ampliação do recurso à força de trabalho temporária.
A manutenção da credibilidade do IBGE depende de grandes mudanças em sua estrutura e em sua política de gestão. Este manifesto, reivindicando algumas questões pontuais, não deixa de lado a certeza de que nossas demandas buscam um horizonte mais amplo.

Abril de 2013.
ASSIBGE – Núcleo do Paraná

Comentários:

*Pra mim, o problema maior nem são as recusas, são muitos pais que costumam deixar crianças pequenas em casa durante todo o dia podendo abrir a porta para estranhos e sofrer acidentes domésticos. Como encontrei várias vezes essa situação na minha 1ª vez no IBGE, eu apenas perguntava se a mãe, pai ou pessoa adulta responsável estavam. Se a criança falasse que não, ia embora e voltava outra hora ou outro dia.
Num condomínio que eu fui, um porteiro me disse que só tinha uma criança de 2 anos em casa e o pai chegava tarde da noite. Como pode um negócio desse? Prefiro encontrar casa fechada e vazia do que apenas crianças sozinhas em casa.

*Como em fim-de-semana não tem quase nada pra fazer em casa e nada que preste na TV, é melhor trabalhar mesmo e descansar durante a semana enquanto os outros trabalham.

*Quanto o mesmo domicílio ser selecionado novamente, isso era muito comum na PME. Logo tomava-se a seguinte nota: "C-12 Inexistente. Entrevistado em painel anterior."

*Respondi uma pesquisa do DIEESE, o entrevistador deixou uma carta antes avisando e explicando tudo sobre a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), retornei ligando para o supervisor dele marcando horário durante a semana de manhã ou fim-de-semana. Mas ele sempre vinha à tarde, quando eu nunca estava em casa devido a um curso que eu fazia no SENAI. Mas ele veio num sábado e aí fez a entrevista comigo após várias tentativas. Disse pra ele que de tarde eu nunca estava em casa devido ao curso que fazia. Acho que não houve comunicação entre o supervisor e o pesquisador mesmo.

*"O bom pesquisador de campo não ignora que, no mais das vezes, se o informante é forçado a dar informação, o fará de má vontade e a qualidade da informação tende a diminuir.
Uma grande amostra e percentuais obrigatoriamente próximos a 100% fará com que a linha entre qualidade boa e ruim de uma informação tenda a ficar cada vez mais tênue."
Essa é que a grande realidade!

*Essa da pessoa mudar de cor em 3 meses pode muito bem acontecer sim! Vá que no verão a pessoa resolva ir à praia e pegue aquele "bronze" no sol forte e escaldante que faz em todo o litoral brasileiro! Principalmente no litoral do RS aqui onde o sol e a radiação pega e queima muito mais. Aí o sujeito pode muito bem passar da cor branca para parda ou de parda para negra!
Aí depois chega o inverno (principalmente aqui que é mais rigoroso), a pessoa pode passar das cor parda e negra para branca e parda respectivamente, pois são vários dias nublados, frios e chuvosos além de menos horas de sol ao dia!
Mas os gringos aqui da serra gaúcha (Caxias do Sul e região), de pele muito branca vão à praia e se torram no sol ficando vermelhos que nem tomate e camarão, muitos sem usar protetor solar e no horário mais crítico de incidência de radiação UVA e UVB (das 12:00 p.m. às 4:00 p.m.) no horário de verão podendo gerar algumas piadas até!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

IBGE - Auditoria

Depois de erros em pesquisa, TCU fará auditoria no IBGE

Redução no número de servidores efetivos também será avaliada

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início a uma ampla auditoria no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois da revelação do erro nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013. O ministro Raimundo Carreiro confirmou ao GLOBO que, na última sexta-feira, 26, enviou um pedido de auditoria à Secretaria Geral de Controle Externo (Segecex), unidade técnica do tribunal responsável por encaminhar as fiscalizações que subsidiam o trabalho dos ministros.

Carreiro deve submeter o pedido ao plenário no próximo dia 8. É praxe a aprovação automática desse tipo de requerimento. Ele já solicitou à área técnica que adiante os trabalhos da auditoria, com a realização dos primeiros estudos sobre a estrutura do órgão.

CRIAÇÃO DE COMISSÕES

A ideia é auditar a “estrutura de governança” do IBGE. O pedido feito à área técnica é de uma fiscalização na modalidade de levantamento, com uma apuração mais ampla sobre o funcionamento do órgão. A partir desse levantamento, podem surgir novas auditorias e recomendações ao instituto. O governo criou duas comissões para apurar os erros na Pnad, após a ministra do Planejamento, Miriam Belchior classificar os erros de “gravíssimos”.

No último dia 19, a direção do IBGE veio a público para comunicar que a Pnad de 2013, uma das pesquisas mais importantes do órgão, havia sido divulgada com erros diversos. A concentração de renda não aumentou no ano passado, mas continuou com tendência de queda, conforme os novos índices divulgados. Além disso, a taxa de analfabetismo teve uma redução menor do que a divulgada inicialmente: de 8,7% para 8,5%, e não para 8,3%. O rendimento médio do trabalho teve um aumento menos expressivo do que o comunicado em princípio.

O ministro do TCU considerou que o erro veio na sequência de outro episódio polêmico: a decisão, em abril, de suspender até o início de 2015 a Pnad contínua, que acompanha o mercado de trabalho. Após grande repercussão, o IBGE recuou e decidiu voltar a divulgar a pesquisa.

Também pesaram para o pedido de auditoria do TCU as informações sobre a redução do número de servidores efetivos nos últimos anos. Conforme os boletins estatísticos de pessoal divulgados pelo Ministério do Planejamento, o IBGE tem 6,1 mil servidores de carreira na ativa, quantidade inferior a de aposentados, que são 6,5 mil. O número de temporários, enquadrados como recenseadores, é de 4,4 mil. Oito anos atrás, em 2006, eram 7,5 mil funcionários de carreira na ativa, 5 mil aposentados e 2 mil temporários.

IBGE NÃO COMENTA

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE critica o “sucateamento” do órgão e o déficit de pessoal persistente ao longo dos anos. Conforme o sindicato, as equipes do instituto estão mais enxutas e passaram a acumular mais frentes de trabalho. Quatro de cada dez servidores têm mais de 30 anos de carreira, segundo a entidade, o que aumenta a preocupação em relação à proporção entre aposentados e servidores da ativa.

Procurado pelo GLOBO, o IBGE informou, por meio da assessoria de imprensa, não ter conhecimento sobre a auditoria do TCU e disse que não comentará o assunto.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/depois-de-erros-em-pesquisa-tcu-fara-auditoria-no-ibge-14088387#ixzz3ErI4uAeN

Lógico que o IBGE não comenta, pois o Palhaço Satânico não deixa, pois impõe o silêncio, o medo, a censura e a opressão!

Sindicato acionou Ministério Público sobre irregularidades do trabalho temporário no IBGE

Inquérito Civil Público corre no MPF

Em 2012 a ASSIBGE – Sindicato Nacional, através de seus Núcleos Estaduais em todo o país, protocolou diversas denúncias junto ao Ministério Público sobre irregularidades praticadas no IBGE com servidores temporários. Os mais comuns o excesso de mão de obra temporária, além da precarização do trabalho, com o desvio de função, já que os temporários são deslocados para exercer atividades em pesquisas contínuas, serviços administrativos e até coordenar pesquisas.
As diversas denúncias foram centralizadas no Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, órgão responsável por dar andamento ao Inquérito Civil Público. 

Mais informações:

Exma. Drª. Marylucy Santiago Barra
Procuradora da República no Estado do Rio de Janeiro
Avenida Nilo Peçanha, nº. 31/1.107- Centro Rio de Janeiro/RJ.
Ref: Inquérito Civil Público nº. 1.30.001.003339/2012-13
Contato: Patrícia de Oliveira - Assessora do Gabinete
Tel: (21) 3971-9329

E-mail: secproc_marylucy@prrj.mpf.gov.br