sábado, 20 de setembro de 2014

IBGE - Errar é humano,trabalhar no é...

Errar é humano, trabalhar no IBGE é que está se tornando desumano

No final da tarde de 19 de setembro, a Direção do IBGE convocou entrevista coletiva com a imprensa, um dia depois da divulgação da PNAD 2013. A Presidente do IBGE pediu desculpas por graves erros ocorridos nos dados da população de sete estados considerados na pesquisa, o que modifica o resultado final da PNAD.

Este episódio expressa a gravidade da situação a que chegou o IBGE. Nos últimos meses a ASSIBGE - Sindicato Nacional vem chamando a atenção da sociedade para a crise de gestão no Instituto. Tão logo os trabalhadores do IBGE encerraram uma greve nacional de 79 dias em defesa de melhores condições técnico-operacionais ao Instituto, o governo retirou cerca de R$ 500 milhões do Orçamento das pesquisas para 2015, o que representa um corte de cerca de 70% dos recursos inicialmente previstos.
Esta decisão afeta diretamente a Contagem Populacional e o Censo Agropecuário, mas a Direção do órgão relativizou o corte no orçamento e a falta de pessoal, afirmando que faria "o melhor" nas condições disponíveis.

Na verdade, a fórmula de poucos recursos humanos e materiais, muito trabalho e intensa pressão por cumprimento de prazos vem sendo utilizada cada vez mais intensamente no IBGE. Seu resultado, em algum momento, acaba sendo a disseminação à sociedade de informações inexatas.
Desde o encerramento da greve, aumentou ainda mais a pressão para colocar os trabalhos em dia. No entanto, os recursos e a mão de obra necessários para cumprir o plano de trabalho do Instituto escasseiam a cada dia mais, o que coloca em risco o próprio resultado do trabalho desenvolvido em diversas frentes pelo IBGE.

O Sindicato tem a convicção de que estes erros são provocados pelo excesso de trabalho e pela redução de pessoal nas equipes de trabalho. De nada adianta a Direção do IBGE vir a público pedir desculpas, e ainda adotar a postura inadmissível de tentar encontrar culpados, entre os trabalhadores, para erros que são de gestão.
Também de nada adianta a indignação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, que considerou o erro inaceitável e fala em apurar responsabilidades. O descaso cotidiano com um órgão estratégico demonstra a pouca importância que o governo dá ao IBGE. As opções equivocadas envolvidas no modelo de encolhimento do Instituto, aplicado pelo governo e pela gestão do órgão, só expõem negativamente o IBGE, a cada dia mais.

O que se faz necessário é uma atenção especial com o IBGE. Em vez de corte de verbas, mais recursos para garantir os trabalhos do IBGE; em vez de contratação de pessoal temporário e de assistir passivamente às massivas aposentadorias, mais concursos para suprir as necessidades de pessoal efetivo; em vez de demissões e autoritarismo para enfrentar as reivindicações dos servidores, diálogo e democracia.
A hora não é de atacar o IBGE ou seus trabalhadores. A hora é de defender essa instituição, lutando por melhores condições estruturais e de trabalho.

ASSIBGE - Sindicato Nacional
19 de setembro de 2014

OBS: Os erros foram provocados pelo Palhaço Tranca Street!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

IBGE - Erros graves na PNAD 2013!

IBGE informa que errou em cálculos da Pnad 2013

Alterações ocorreram em sete Estados, entre eles o Rio Grande do Sul

O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2013 do IBGE apresenta erros extremamente graves em sete Estados, incluindo o Rio Grande do Sul.  A informação é da presidente do instituto, Wasmália Bivar, que pediu desculpas a toda sociedade. 

De acordo com o Jornal O Globo, o IBGE disse que houve problema na expansão da amostra e agora vai ter de fazer algumas reestimativas. Além do RS, também foram afetados os resultados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Fonte: Rádio Gaúcha

Bom, adivinhem por causa de quem? Do Palhaço do Satanás, é lógico! O vírus que afetou o frágil e enfadonho sistema de informática do IBGE por diversas vezes!


Falô IBGE! Nunca foi tão fácil contaminar vocês! HAHAHAHAHA! Vão errar tudo agora! Até a idade do bebê que mora em Cafundó do Judas!
Aqui é casa do Payaso del Satan!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

PDA IBGE - Curiosidades

Modelo MIO P550b 2007 Tijolão, utilizado no Censo 2007 - Contagem da População. Era possível jogar esse joguinho aí da foto, o Bubble sei lá o quê e a velha e clássica Paciência.

-Em dia muito quente costumava travar;
-Já travou diversas vezes, me obrigando a fazer algumas entrevistas no papel;
-Após salvar questionário, mesmo assim se perdia dados, como tempo de serviço da pessoa na empresa;
-Após o chefe carregar setor e entrevistas tinha que conferir se realmente tinha carregado;
-Tinha que trocar o protetor de tela plástico de vez em quando, pois ficava muito riscado com a caneta e consequentemente embaçava a tela;
-A ponta da caneta seguidamente quebrava, aí eu resolvia o problema usando um apontador de lápis comum;
-O sistema operacional era o Windows Mobile e o programa do questionário da PME foi feito em Visual Basic 6.0;
-Os dados são salvos em um cartão de memória;
-A partir de questionários preenchidos de 25 a 30 casas, o PDA começava a ficar lento;
-Devido ao invólucro protetor de plástico azul, pode cair no chão que não quebra;
-Para acessar o programa da PME, tem que entrar com uma senha;
-A bateria dura no máximo 7 horas, cerca de um dia de serviço (entre 10 e 15 entrevistas da PME);
-Às vezes sequer liga. Ocorrendo isso, tem que dar "reset" com algum objeto pontiagudo. Os dados não se perdem.
-Não era possível acessar internet de jeito nenhum, por medida de segurança contra vírus que poderiam subtrair dados sigilosos de milhares de pessoas desses PDAs.

O PDA MIO 2007 sem o invólucro azul do IBGE

terça-feira, 16 de setembro de 2014

IBGE - Outra carta

Carta a todas as pessoas e instituições usuárias dos dados do IBGE

Enquanto os APMs se ralam no sol, chuva, frio, calor... eu, o Palhaço do Satanás e minha trupe ficamos bem de boa fazendo festa com muito big-macs, fritas salgadas, tortas de maça quente pra boné e refrigerante bem geladinho!

IBGE sofre mais um duro golpe, em um processo que remete para um desmonte do órgão:

Precarizar o IBGE é comprometer o futuro do País!

No dia 1º de Abril, Ibgeanos de norte a sul do país se manifestaram contra a forma submissa com que a Direção do IBGE reagiu a um corte orçamentário que adiou três pesquisas importantes do Instituto: a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), a Contagem Populacional (2015) e o Censo Agropecuário (2016). Recebemos apoio de diversas entidades usuárias, estarrecidas com a falta de prioridade dada a um instituto com a essencialidade do IBGE.
Alertamos que os impactos futuros de tal adiamento sobre os dados a que sociedade, estado e mercado teriam acesso seriam grandes. Em particular o índice de inflação, que sem a realização da POF não tem sua estrutura de ponderação atualizada e adequada à atual cesta de consumo das famílias – ou seja, a inflação divulgada pode estar inadequada ao consumo atual das famílias. Lembramos que a última POF foi realizada em 2008-9 e que a pesquisa está prevista para acontecer a cada cinco anos. A mesma já está dois anos atrasada. 
Da mesma forma, alertamos para o perigo de adiar a Contagem Populacional, pois esta é responsável pela atualização das estimativas populacionais dos municípios e, consequentemente, dos estados e do país. Lembramos que é através dos dados populacionais que o Fundo de Participação de Estados e Municípios é calculado, e que o mesmo define o repasse de verbas do Governo Federal para esses entes, verbas essenciais para o funcionamento dos mesmos e para investimentos em saúde, educação, segurança pública, cultura, dentre outras demandas locais.
Por outro lado, em um país com a diversidade do Brasil, é preciso garantir, a cada dez anos, a realização de um Censo Agropecuário, que permita à sociedade saber como anda o agronegócio, carro chefe das exportações brasileiras, mas também a agricultura familiar, com sua diversidade, e sua contribuição essencial para a alimentação do país. Como podemos pensar o território brasileiro sem um mapeamento do uso de solos e recursos naturais para a atividade agropecuária? Quando teremos dados para a agricultura familiar? Ficaremos apenas com dados de pesquisas amostrais para a agropecuária? E as mudanças estruturais? Como medir os impactos de anos de investimento de programas sociais para a agricultura familiar? Como o agronegócio reagiu aos ciclos econômicos e crises internacionais que ocorreram desde 2006? Quando e como teremos, no Brasil, acesso a esse tipo de informação?
Além disso, a partir da última experiência (Censo Agropecuário em 2006 e Contagem da População em 2007), foi avaliado que realizar a Contagem e o Censo Agropecuário de maneira concomitante ou muito próxima é prejudicial à qualidade de ambas as pesquisas. Caso os cortes no orçamento impliquem a junção das duas pesquisas no mesmo ano, o problema será ainda maior. 
Por isso, depois do primeiro corte orçamentário e do episódio do adiamento inesperado da PNAD Contínua, em maio deste ano, os servidores decidiram realizar uma greve, na qual, ao longo de 79 dias, expuseram à sociedade sua preocupação com o desmonte do órgão e alertaram para a urgência de reverter esse corte orçamentário e de reforçar o orçamento do IBGE, órgão responsável pela coordenação do sistema nacional de geografia e estatística do país. Temos uma missão importantíssima a cumprir, digna de reconhecimento, valorização e preservação – somos um órgão de Estado e nossa produção não pode estar à mercê dos desmandos do governo do momento ou da conjuntura política e econômica.
Tão logo se encerrou o processo grevista, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sofreu o segundo corte orçamentário no mesmo ano. O orçamento para pesquisas do Instituto foi reduzido a menos de um terço do inicialmente previsto (caiu de R$ 766 para R$ 204 milhões), o que implicou, de forma mais direta, em novos adiamentos das duas operações: Contagem Populacional e Censo Agropecuário.
Diante das repercussões negativas do corte orçamentário, que ocuparam alguns espaços de debate recente nos meios de comunicação, as declarações do corpo diretor do IBGE foram no sentido de minimizar os impactos. Novamente, busca esconder a dureza do corte sobre o plano de trabalho do instituto e sobre a possibilidade da não realização de uma ou das duas operações, ou mesmo de sua realização de uma forma “reduzida”, tornando sua utilidade e qualidade preocupante. Isso aconteceu quando as equipes estavam preparadas para testes pilotos e em meio a discussões com usuários diversos. A direção do IBGE também vem tentando, publicamente, relativizar os impactos do esvaziamento do quadro técnico do IBGE sobre a instituição, ainda que não seja capaz de encontrar argumentos plausíveis para escamotear a gravidade dessa situação. Afinal, em agosto/2014, o IBGE contava com um quadro de tão somente 5.999 servidores efetivos espalhados pelo País, dos quais 61% (ou 3,7 mil) estão próximos da aposentadoria, e os concursos públicos tem sido proporcionados em dimensão muito inferior às necessidades de absorção de pessoal efetivo do instituto.
A complexidade econômica e social e a dimensão territorial continental do Brasil exigem que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística atue em bases sólidas e estáveis. Recentemente, os servidores do IBGE e seu sindicato (ASSIBGE-SN) foram alvo de ataques públicos e desqualificações de seu processo grevista, nomeado pela direção do Instituto como “político”, como se a preocupação com as condições estruturais não fosse um foco fundamental da luta por melhores condições de trabalho e por garantir à sociedade que estejamos cumprindo de fato nossa missão como trabalhadores desta instituição. Este novo corte no orçamento, entretanto, revela o acerto da pauta que foi a público, mostrando à sociedade o descaso com que o MPOG e o governo atual vêm tratando o órgão e como vêm diminuindo sua importância dentro do sistema estatal. O quanto se destina de orçamento, de recursos materiais e humanos, a um determinado órgão, está diretamente relacionado com o reconhecimento da importância das atividades que este desenvolve, assim como da complexidade das mesmas.
É urgente contar com a solidariedade dos usuários de nossas estatísticas.
Precisamos mostrar que não é uma preocupação apenas dos servidores, mas da sociedade, a de ter um IBGE forte. É importante para a segurança financeira e econômica do país. É importante para o correto dimensionamento de políticas socioeconômicas. É importante para assegurar à sociedade em geral indicadores sólidos e atualizados.
Sem os resultados das várias pesquisas do IBGE, as políticas públicas não podem ser devidamente desenhadas e monitoradas: sem conhecer a realidade presente, como podemos desenhar um futuro melhor?

ASSIBGE - Sindicato Nacional (Setembro 2014)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

IBGE - Campanha

Isso é barbeiragem dos motoristas ou é a má qualidade dos carros do IBGE? Ou beberam refrigerante contaminado na casa do Palhaço Hamburgueiro antes de dirigir?

domingo, 7 de setembro de 2014

IBGE - Na miséria!

"Vou estar cortando todas as verbas e o IBGE não poderá estar fazendo nenhuma... pesquizinha!" Satanás, Palhaço do

O IBGE é a principal instituição de pesquisa do País, responsável pela coleta dos dados que ajudam na formulação de políticas públicas, de estratégias da iniciativa privada e do planejamento orçamentário dos cidadãos. Por essa razão, é inadmissível a decisão do governo federal de privar o IBGE das verbas necessárias a seu pleno funcionamento. O corte para o ano que vem chegará a 73% do orçamento da entidade.

Já não é de hoje que esse instituto, cuja independência é essencial para sua credibilidade, tem sofrido toda sorte de constrangimentos por parte do governo petista - sempre preocupado em dissimular ou desmoralizar estatísticas que possam desmentir o edulcorado discurso oficial.

Um exemplo desse esforço para minar o IBGE ocorreu em abril, quando a direção do instituto anunciou a inopinada suspensão da divulgação dos resultados trimestrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), que mostra a situação do mercado de trabalho no País. A publicação dos números deveria ocorrer no mês seguinte, maio, mas foi adiada para janeiro de 2015 - portanto, depois das eleições presidenciais.

Alegava a diretoria do IBGE que havia a necessidade de eliminar dúvidas sobre alguns dados, por exigências legais. Essa desculpa foi considerada inaceitável pelo corpo técnico da Diretoria de Pesquisa do IBGE - cuja responsável, Marcia Quintslr, demitiu-se, recebendo a solidariedade de gerentes e coordenadores da área.

A polêmica se explica quando se observa que a Pnad Contínua havia apontado um desemprego médio de 7,1% em 2013 - bem acima do índice medido pela Pesquisa Mensal de Emprego, que tem ficado em torno de 5% e é o número usado na propaganda da presidente Dilma Rousseff em sua campanha à reeleição.

A ingerência política é apenas parte de um processo de enfraquecimento do IBGE - deixando o instituto à mercê dos interesses do governo. Os seguidos cortes orçamentários já resultaram em diminuição de escopo e mesmo de cancelamento de diversas pesquisas do instituto.

No começo deste ano, o governo já havia reduzido de R$ 214 milhões para R$ 193 milhões as verbas do IBGE para pesquisas. Agora, o Ministério do Planejamento decidiu que o orçamento do instituto para 2015, fixado em R$ 766 milhões, será de apenas R$ 204 milhões. Com isso, serão adiados o Censo Agropecuário e a Contagem da População, que custariam R$ 562 milhões e seriam feitos nos dois próximos anos. Os prejuízos causados por essa decisão são imensos.

O Censo Agropecuário pesquisa todas as propriedades rurais do País e levanta a situação tanto de seus proprietários como dos empregados, além da produção. Trata-se, portanto, de um instrumento essencial para o planejamento do agronegócio e para o levantamento das necessidades do setor, que tem liderado a economia do País nos últimos anos.

Já a Contagem da População, além de estimar o total de habitantes, mensura movimentos migratórios e pesquisa os detalhes necessários para balizar o cálculo da distribuição dos fundos de participação de Estados e municípios em tributos federais. A possibilidade de distorção nos cálculos graças ao contingenciamento é evidente.

A asfixia financeira do IBGE compromete profundamente a qualidade de seu trabalho. Graças à crise, o quadro de funcionários do instituto é hoje composto por mais de 40% de contratados por tempo determinado, que ganham salários muito inferiores aos dos servidores efetivos. Essa situação levou os funcionários do instituto a uma greve que durou mais de dois meses. Com a paralisação, o levantamento dos dados para a Pesquisa Mensal de Emprego ocorreu de forma apenas parcial, resultando em indicadores de consistência duvidosa.

O enfraquecimento do IBGE interessa a autoridades que se empenham em negar a realidade. Portanto, é imperativo impedir que esse importante órgão do Estado se transforme em mera linha auxiliar de um partido ou de um governo.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

IBGE - UE (RS) - Entrega de cargos

A UE na qual fiz treinamento para a PME e onde descarregava os dados. Supervisores da PME e PNAD entregam seus cargos. Bem como o Palhaço do Satanás quer! Dando pé na bunda nos APMs temporários que fizeram greve e também demitindo efetivos ou fazendo com que entreguem seus cargos. Deu pra notar que o vírus do Tranca Street não foi totalmente removido do ar pesado e carregado e muito menos do sistema de informática enfadonho, lento e decrépito do IBGE.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

IBGE - Orçamento

Informações sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual 2015

Lamentavelmente, no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2015 encaminhado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso Nacional, no dia 28 de agosto último, não foram preservados os valores solicitados para a realização das operações censitárias - a Contagem da População 2016 e o Censo Agropecuário 2015. Tais levantamentos são de extrema importância para a sociedade e o Estado, em seus processos de tomada de decisão, bem como para o IBGE, uma vez que seus resultados servem de base para diversas atividades de seu plano de trabalho.

Importante salientar, também, que o orçamento de 2015 preserva o Plano de Trabalho e a Infraestrutura necessária com valores que indicam um nível adequado de execução de suas atividades. Destacamos a Pesquisa de Orçamento Familiar e o conjunto das Pesquisas Conjunturais, Estruturais e Especiais, que tiveram seus orçamentos garantidos. Foram igualmente contemplados com recursos os orçamentos das atividades relacionadas ao Mapeamento Terrestre de Referência e a área de Disseminação de Informações Estatísticas e Geocientíficas.

Com novo corte de recursos, IBGE adia Contagem da população e Censo Agropecuário:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1509532-com-novo-corte-de-recursos-ibge-adia-contagem-da-populacao-e-censo-agro.shtml

Palhaço Satânico wins! O mais temido, o mais amado pelos piás e o mais odiado pelos nutricionistas e adeptos da boa saúde.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

IBGE - Sindicato aguarda julgamento

Sindicato aguarda julgamento da Ação da legalidade da greve



Quem entrou com a Ação questionando a legalidade da greve foi a Direção do IBGE. Ela pede a aplicação de multa caso haja descumprimento da decisão da juíza. O Sindicato é réu na Ação, portanto, contestou a sua procedência. A ASSIBGE-SN alegou que a greve é legal, que a Justiça estava legislando ao definir percentual e determinando quem pode ou não fazer greve. O Art. 9º da Constituição define que o direito de greve é garantido, sem interferência do patrão, do Estado e do Poder Judiciário.

Ao firmar o acordo de encerramento da greve caberia ao IBGE solicitar audiência ou, no mínimo, fazer uma petição em conjunto com o Sindicato. Com receio de ficar exposta a ilegalidade da situação dos temporários, a Direção do IBGE preferiu fazer o acordo sem sequer mencionar o processo da greve. Diante disso, a assessoria jurídica do Sindicato pediu ao STJ o julgamento antecipado do processo, com a improcedência da Ação do IBGE.

Até aqui não há definição por parte da ministra e o processo não foi julgado. Estamos aguardando até que haja este julgamento. Caso não haja julgamento em curto prazo, o Sindicato terá que orientar o ajuizamento de ações individuais.

E no Amapá, APMs enfrentam dificuldades para coletar dados. Uma realidade bem diferente de Canoas, onde só tive 12 recusas em 2 anos de contrato:

http://globotv.globo.com/rede-amazonica-ap/jornal-do-amapa/v/agentes-de-pesquisa-do-ibge-estao-com-dificuldades-para-coletar-dados-no-ap/3594249/

Se por um acaso chamassem a polícia pra mim, eu faria questão de esperar e esclarecer tudo, pois afinal a BM aqui conhece bem o IBGE, além de eu chamar nas cartas de recusa depois.No AP e principalmente no RN continuam com o Palhaço do Satanás encruado, pois seguem os pedidos de demissões e entrega de cargos dos efetivos.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

IBGE - Crise institucional e a Greve de 2014

Para ampla disseminação (grupos, sindicatos, movimentos, parlamentares, etc.)

Impressionante! Dois Palhaços do Satanás (governo e direção do IBGE) dão aquela surra em Mário e Luigi (funcionários efetivos e temporários).

A Crise Institucional do IBGE e a Greve de 2014

Em Abril deste ano, após questionamentos de senadores da base do governo a respeito do cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE), a direção do IBGE decidiu suspender a divulgação da PNAD Contínua, atualmente a principal pesquisa a respeito das condições de vida da população brasileira. Por ter sido tomada sem consulta prévia ao quadro técnico, esta decisão provocou a reação generalizada dos trabalhadores do Instituto. Além do pedido de exoneração de seus cargos da Diretora de Pesquisas e da Diretora da Escola Nacional de Estatística, houve manifestação contrária em todos os níveis hierárquicos e regiões do país, da rede de coleta às coordenações centrais de pesquisa. A imprensa brasileira noticiou o ocorrido e suspeitou‐se de ingerência política no IBGE. A pressão dos trabalhadores do IBGE e da sociedade brasileira obrigou a direção do IBGE a rever sua posição e a manter o cronograma de divulgação da PNAD Contínua. Este episódio não deve ser visto como um acidente de percurso, pois ele apenas expõe ao público uma parte da crise institucional que vem sendo gestada no interior do órgão nos últimos anos.
O IBGE vem atravessando um processo de intenso esvaziamento do quadro técnico, que é fruto de um efeito combinado, por um lado, pelas massivas aposentadorias e, por outro, pela evasão de novos quadros. De cerca de 14 mil funcionários efetivos nos anos 1990, passamos a 5.760 (mar/2014), dos quais 68% possuem mais de 26 anos de serviço, e 49% mais de 31 anos de serviço. Ou seja, há cerca de 4 mil trabalhadores prestes a sair da Casa nos próximos anos. Os novos quadros que entram no IBGE, por sua vez, sentem‐se impelidos a buscar melhores condições de trabalho e de remuneração, em outros órgãos públicos ou mesmo no setor privado (há uma média de 25% de pedidos exoneração dos últimos concursos). Dado o seu papel estratégico no fornecimento de informações absolutamente essenciais ao planejamento público e privado do País, é inadmissível que um técnico de nível superior que ingresse no IBGE receba praticamente a metade da remuneração percebida em início de carreira de instituições como o IPEA, a CVM ou o Banco Central. A remuneração inicial de um técnico de nível intermediário destas instituições, por sua vez, é quase 70% superior a de um técnico de mesmo perfil que ingressa no IBGE.
A resposta que a direção do IBGE e o governo vêm dando a este problema é a massificação da contratação temporária. Inicialmente prevista apenas para atividades “temporárias e de excepcional interesse público”, a lei 8.745/93 está sendo utilizada para substituir as vagas de servidores efetivos por servidores temporários. Hoje, há aproximadamente 4.700 trabalhadores temporários atuando na Casa e está em curso um processo seletivo simplificado para mais 7.825 vagas. De todas as Unidades Estaduais (UEs) do IBGE, apenas três apresentam uma proporção de temporários menor do que de efetivos. A média geral nas UEs é de 59% de temporários, e esse quadro deve se agravar, já que as aposentadorias se aceleram, bem como a absorção de novos temporários. Atualmente, eles são responsáveis pela coleta de praticamente todas as pesquisas do IBGE, além de serem responsáveis por funções de supervisão, de administração e de responsabilidade, que não são previstas em edital. Trata‐se de uma condição contratual precária, pois estes trabalhadores não são do quadro permanente nem da CLT, fincando em um limbo jurídico que permite à direção do IBGE cometer diversas arbitrariedades. Ganham pouco mais de um salário mínimo e têm seus contratos submetidos a aditamento permanente, podendo ser renovados ou rompidos a qualquer momento. A base para renovar ou não são as avaliações de desempenho mensais, que os fazem conviver com constante assédio moral: ou dirige carro sem seguro e sem manutenção, ou não tem o contrato renovado; ou faz trabalho administrativo, ou não tem o contrato renovado; e assim por diante.
O orçamento do IBGE, estagnado há anos, sofre sucessivos cortes com fortes repercussões na capacidade de cumprir o plano de trabalho da Instituição. O último corte, na LDO, implicou o adiamento da Contagem Populacional, que fornece informações utilizadas na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios, e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que ajuda na construção das ponderações dos indicadores de inflação, além de repercutir sobre o conjunto dos projetos em curso no IBGE.
A estrutura de gestão do IBGE é gerencialista e orientada à tomada de decisão apenas pela cúpula diretora do instituto. Há servidores que ocupam o cargo de chefes de Unidades Estaduais há mais de 20, em alguns casos, de 30anos. Os espaços de participação do conjunto da categoria na definição dos rumos da instituição são extremamente reduzidos. Isto causa um sério problema de comunicação entre as instâncias do IBGE, provocando um verdadeiro hiato entre a realidade do trabalho vivenciada cotidianamente pelos trabalhadores e a aparência de normalidade sobre a qual operam os gestores de instituo.
Foi este complexo quadro de crise institucional que levou os trabalhadores do IBGE a entrarem em greve no final de Maio. Reivindicando condições dignas de trabalho, concursos públicos, melhores salários e democracia, os trabalhadores do IBGE realizaram uma greve histórica, na medida em que superou o viés economicista tradicional e colocava em pauta questões institucionais de fundamental importância.
Por quase 80 dias, os trabalhadores do IBGE denunciaram publicamente a precarização do instituto e suas consequências para o desempenho de nossa missão institucional. A resposta recebida do governo e da direção do IBGE foi o sufocamento financeiro, a tentativa de criminalização do movimento e, ao final, o atentado ao direito de greve. Desde antes da greve, a direção do IBGE anunciava o corte de salário dos grevistas. Na primeira semana de greve, a direção do IBGE consegue uma liminar limitando em 30% a proporção de trabalhadores que podiam aderir a greve. Percebendo que estas medidas não surtiam o efeito necessário, a direção do IBGE apelou pelo atentado ao direito de greve ao demitir mais de 180 trabalhadores temporários que aderiram o movimento paredista. É natural que, ao se transformar em um contingente numericamente expressivo e submetido a péssimas condições de trabalho e remuneração, estes colegas queiram se organizar e lutar coletivamente. A direção do IBGE, respaldada pelo governo federal, utilizou‐se da precariedade dos contratos como desculpa para ferir um direito legalmente garantido a todos os trabalhadores brasileiros.
A caracterização que, antes da greve, poderia parecer discurso de sindicalista se torna realidade no curso do movimento. A falta de democracia se fez carne com as demissões dos trabalhadores temporários e tem um significado claro: para esta estrutura de gestão, os servidores devem trabalhar calados, pois, se fundamentados no direito de greve, ousarem lutar por melhores condições de trabalho, terão como resposta a demissão. O governo federal, oriundo das lutas democráticas que derrubaram a ditadura militar, assinou embaixo dessas arbitrariedades da direção do IBGE e manteve as demissões.
É inadmissível que direitos conquistados com muita luta sejam ignorados solenemente por aqueles que, ao invés de terem a postura de gestores da coisa pública, assumam e executem seus cargos como se fossem extensões de seu poder privado. Estas demissões são um atentado claro ao Estado de Direito e colocam em risco a própria democracia ao tirar dos mais trabalhadores mais precarizados o direito de lutar para melhorar suas condições de trabalho.
Por conta de tudo isso é que continuamos a denúncia pública das demissões e pedimos solidariedade aos trabalhadores demitidos. Não podemos permitir que se avance o cerceamento de direitos. Caso as demissões no IBGE não sejam revertidas, esta situação se converterá em um exemplo que poderá se repetir em todo o serviço público brasileiro.
Lançamos este alerta a toda sociedade brasileira para que não deixemos vigorar a política do medo no IBGE. O instituto responsável pelo retrato mais fiel possível da realidade brasileira deve ter um ambiente saudável de trabalho. Para tanto, precisamos de condições dignas de trabalho, concursos públicos, melhores salários e democracia.

S.O.S. IBGE: Contra a precarização do trabalho e contra as demissões dos grevistas!
Por melhores salários, condições de trabalho e democratização do órgão!

Fonte: Executiva Nacional da ASSIBGE ‐ Agosto de 2014